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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Acurácia operacional vs acurácia financeira


Qual das duas metodologias melhor representa o balanço anual das mercadorias do estoque de uma empresa?
ArmazémQuando o final do ano financeiro se aproxima, os auditores de sua empresa têm que reportar o estoque nos relatórios financeiros. O modo como os auditores medem a acurácia desse estoque pode lhe dar uma falsa impressão de como está a sua operação. A acurácia é realmente tão boa quanto o relatório de seus auditores?

A pergunta em uma auditoria operacional é: “Qual é a acurácia do seu estoque?” A resposta mais comum é algo como “mais de 99%”. Entretanto, a pergunta seguinte deve ser: “Como você mede essa acurácia?” É incrível como muitos gerentes de operações se esforçam para informar como a acurácia é medida. Para alguns, é a primeira vez que eles ouviram essa pergunta.

Duas metodologias
O que surpreende muitos gerentes de operações experientes é que existem duas metodologias para medir a acurácia do estoque. Os gerentes precisam identificar qual modo eles estão usando na hora de relatar os resultados. A primeira é a acurácia financeira, e a segunda é a operacional. A maioria das empresas usa apenas a financeira.

A acurácia financeira é a diferença líquida dos ajustes depois da contagem do estoque e é a medição usada pela maioria dos auditores internos e empresas de contabilidade. Ela responde à pergunta: “Os processos são cientes no controle do estoque para evitar grandes ajustes no valor destes nos registros contábeis da empresa?”

A acurácia operacional responde a duas perguntas muito diferentes. “Quando prometemos a última unidade de um artigo a um cliente, temos a confiança de que a possuímos?” e “Podemos ter certeza de que o separador encontrará o artigo certo, na quantidade certa, no local especificado, na primeira tentativa?”.
Diferenças reais
- A acurácia operacional é mais rigorosa do que a financeira. Um exemplo de acurácia financeira vem a seguir:
- Acreditar que haja dois SKUs (“stock keeping units”, unidades distintas mantidas em estoque) no estoque.
- Ovalor de cada SKU é R$ 1,00.
- O“registro contábil” de cada SKU é de 100 unidades disponíveis.
- Um estoque tem 101 e o outro 99.
- A diferença líquida é zero
- A acurácia do estoque é de 100%
- Um exemplo de acurácia operacional para o mesmo cenário é:
- Todo o estoque está em dois locais diferentes. As unidades de um SKU estão em um local e as unidades do segundo SKU estão em um outro local
- O estoque físico conta cada local: um SKU tem 101 unidades e o outro tem 99
- Os dois locais estão incorretos em comparação ao registro contábil
- A acurácia do estoque é de 0%.
Embora os exemplos sejam simples, a questão é clara: a acurácia operacional normalmente é muito diferente da financeira, exceto se a operacional for muito alta. Se ela for de 99% ou mais, a financeira também será alta.
A verdadeira medida da acurácia de um centro de distribuição é a operacional. É necessário um nível muito alto de acurácia operacional para manter um serviço ao cliente superior e uma excelente produtividade. Quando a área de vendas assume um pedido com base na disponibilidade do estoque, é estabelecido um vínculo com o cliente. Quando a distribuição tem que atrasar o pedido de um item porque ele não é encontrado, o vínculo com o cliente é rompido.

Quanto à produtividade, existe muito tempo perdido em um centro de distribuição quando um colaborador não consegue encontrar o item certo, na quantidade certa e no local certo. Uma vez que o separador não consegue encontrar um item, a busca começa e a produtividade cai em espiral. Também é comum um separador que não consegue encontrar o item pedir ajuda de outra pessoa. Quando isso acontece, existem duas pessoas fazendo o trabalho de uma. A produtividade cai!

Qual a correta?
A acurácia do estoque não é a diferença líquida em dinheiro depois das contagens e correções. Embora os gerentes operacionais tenham que auxiliar os contadores no estoque financeiro, viver da fama de uma diferença líquida em dinheiro de 99% não adianta para solucionar os problemas de produtividade e serviço.

A única boa medida de quanto a operação controla o estoque é a acurácia operacional: a porcentagem de locais 100% corretos para SKU, quantidade e às vezes lote. Se a acurácia operacional for abaixo de 99%, existem oportunidades reais de melhoria do processo que terão impacto positivo na produtividade e no serviço ao cliente.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Análise logística de suporte


Análise logística de suporte (logistics support analysis) é entendida como um conjunto de medidas necessárias para assegurar uma base sólida de apoio a um sistema, durante o ciclo de vida para que foi programado. Fazem parte integrante do sistemalogístico, conceitos como a manutibilidade, fiabilidade e disponibilidade, idealizados, sobretudo em função do equipamento e infra-estruturas que suportam os fluxos físicos, com relevo nas que se encontram fixas, como sejam instalações fabris, dearmazenamento ou pontos de venda. Em relação às infra-estruturas móveis, assumem particular destaque os contentores, paletes,veículos e empilhadoras (Carvalho, 2002, p. 259).

Índice

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Fiabilidade

Fiabilidade constitui a possibilidade de uma determinada infra-estrutura, instalação, equipamento genérica, de um sistema cumprir com total eficiência a sua função, tendo em conta que a sua utilização é executada dentro de condições para que foi definido e desenhado, num dererminado período de tempo (ITEM Software, 2007, p. 2).
A falha poderá acontecer no sistema quando este não está em condições de cumprir as condições anteriormente referidas. A taxa de falha (λ) é o valor numérico que especifica o número de falhas de um determinado sistema (Carvalho, 2002, p. 260):
\lambda=\frac{N}{Tt} , onde N corresponde ao número de falhas e Tt ao Tempo total de operação.
O tempo médio entre falhas (TMEF) prevê o número médio de horas que um sistema está operacional antes de se dar nova falha e é dado por:
TMEF=\frac{1}{\lambda}


Manutibilidade

A manutibilidade de um sistema consiste na possibilidade deste, quando em falha, sofrer uma reparação ou restauro num determinado período de tempo, com procedimentos definidos e optimizando um conjunto especificado de recursos (Di Lorenzo, 2008, p. 16).
São considerados algumas definições no âmbito deste item (Carvalho, 2002, p. 264):
  • TMPR - Tempo médio para reparação (manutenção);
  • TMHH/AM - Tempo médio em horas-homem para efectuar manutenção por cada hora de operacionalidade do sistema, onde é usado na previsão da mão-de-obra necessária para efectuar esta mesma manutenção;
  • TMHH/HO - Tempo médio de horas-homem gastas na manutenção por cada hora de operacionalidade do sistema, onde é usado para efectuar comparações e expressar trade-offs, entre as diferentes formas de manutenção.
TMPR=\sum_{i=1}^{m}\overline{T_M} , onde \overline{T_M} é o tempo médio do M-ésimo elemento do TMPR
TMHH/HO=\frac{TMPR*C*F}{TMEF} , em que C é o número de trabalhadores e F o rácio de operacionalidade.


Disponibilidade

A disponibilidade de um sistema refere-se à possibilidade de se usufruir deste, ou dito de outra forma, a probabilidade de este não ter falhas ou não necessitar de reparação no período de tempo em que está a ser utilizado (Weibull, 2007).
  • A disponibilidade inerente (Di) de um sistema pode ser calculada da seguinte forma (Carvalho, 2002, p. 265):
D_i=\frac{TMEF}{TMEF+TMPR}
  • A disponibilidade conseguida (Dc) entra em conta com os tempos médios resultantes da actividades de manutenção preventiva (TMMP) e correctiva (TMMC) e é dada por:
D_c=\frac{TMEM}{TMEM+TMMC+TMMP} e o (TMEM) corresponde ao tempo médio entre manutenções.
  • A disponibilidade prática (Dp) é a que se aproxima mais da realidade e representa a percentagem de tempo que o sistema está disponível para cumprir os requisitos nas actuais condições de operação.
D_p=\frac{TMEM}{TMEM+TAM} , sendo (TAM) o tempo de atraso da manutenção.


Referências