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Publicaremos matérias e artigos relacionadas a movimentação de cargas.

sábado, 13 de outubro de 2012

Veículo elétrico: 0% de IPI

Mauricio Miranda    
DesenhoFinalmente os veículos elétricos, inclusive os utilizados paratransporte de carga, têm tudo para não serem taxados pelo IPI(Imposto sobre Produto Industrializado) ainda este ano. Mas isso só ocorrerá se o projeto de lei PLS 44/09, que tramita no Conselho de Serviços de Infraestrutura (CI) do senado, for aprovado e encaminhado para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde a decisão é terminativa, ou seja, a lei entra em vigor (se for aprovada, é claro).
O que está acontecendo?Segundo apurei no senado, essa lei está tramitando desde 19 de fevereiro do ano passado, ou seja, já fez aniversário. E pode vir a amargar mais alguns meses por lá, pois a primeira informação que encontrei dizia que a CI já tinha aprovado o projeto e o encaminhado para a CAE.
Mas, conforme fui informado por um funcionário do senado, o projeto nem chegou a ser avaliado pelo CAE, porque precisou ser enviado para a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) que o aprovou e o reencaminhou para a CI. Essa fará a reeleitura do projeto e, novamente, enviará a CAE. Sem data prevista…
Quanto reduz?
Esse trâmite confunde, eu sei, mas significa redução de 30% no preço final dos veículos elétricos. Isso mesmo, 30%! Porque diferente dos veículos comuns, o carro elétrico está classificado no Brasil como “outros”, por isso recebe tal taxa. Um carro comum tem alíquota de 13%. Só para se ter ideia do impacto que essa lei traria para o preço: a versão elétrica do Palio Weekend da Fiat custa cerca de R$145 mil reais, com a isenção o preço variaria entre R$ 95 mil e R$ 110 mil.
Um incentivo como esse pode acelerar a produção dos veículos elétricos para transporte de carga e atrair novas tecnologias para o País. Fique atento.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Qual o destino do e-lixo de sua empresa?



Cada vez mais conectado à tecnologia da informação, o setor logístico se tornou dependente dos equipamentos eletrônicos. São notebooks, smartphones, leitores de códigos de barras, navegadores por GPS, entre outros aparelhos que, embora tenham custo elevado, tornam-se obsoletos em menos de dois anos e precisam ser substituídos, o que é bom para os fabricantes, para empresas de logísticas (cada vez eficientes) e para os consumidores. Só não é bom para o meio ambiente e o crescimento sustentável, pois muitos desses equipamentos não são descartados de forma correta e podem parar em lixões e outros terrenos que oferecem contato direto com o meio ambiente, gerando o lixo eletrônico ou e-lixo, como também é conhecido.
Mas como descartar ou reaproveitar esses equipamentos? Essa pergunta é feita por muitas empresas que não encontram um suporte claro e eficiente do governo e dos próprios fabricantes. Contudo, quem não vive a espera de um milagre, coloca a mão na massa e tenta encontrar uma solução para o problema. Por isso, seguem algumas alternativas que podem ajudar sua empresa a dar um fim sustentável ao lixo eletrônico.
Reaproveite.Algumas empresas, antes de descartar seus aparelhos eletrônicos, oferecem o equipamento (ainda em funcionamento) para os próprios funcionários. Desktop, laptops e celulares podem ser vendidos a um preço simbólico ou doado. Mas procure aconselhar o novo proprietário quanto a importância e responsabilidade de descartar o produto corretamente.
.Disponibilize o equipamento para venda na internet. Universidades, centros de estudos e oficinas de eletrônicos estão sempre a disposição para a compra de equipamentos usados. Apenas verifique se esses compradores vão descartar as partes não reutilizadas de maneira correta.
Parcerias.Procure escolher fornecedores de eletrônicos que já possuem um sistema de recolhimento e destinação de itens usados ou que adotam o sistema de logística reversa. Desse modo, ao adquirir novos equipamentos, o próprio fornecedor assumirá a responsabilidade pelo descarte correto.
.Avalie a possibilidade de locação de equipamentos eletrônicos. Ao invés de compra-los, sua empresa pode assumir um contrato anual ou bienal de atualização da tecnologia. Assim, além de obter o mais recente equipamento, é possível garantir o descarte consciente dos equipamentos obsoletos.
Contate um especialista.O Brasil possui cerca de 15 empresas com licença ambiental para reciclagem de e-lixo. O número é muito pouco, principalmente quando se observa que a maioria é localizada entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Para quem quiser adotar essa alternativa, o site www.centraldareciclagem.org (já divulgado por aqui), pode ser uma boa alternativa, afinal ele permite visualizar o nome, o endereço e o meio de contato das empresas especializadas em reciclagem de eletrônicos. Mas não deixe de questionar se esses locais possuem licença ambiental.
por Mauricio Miranda
IMAM