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Publicaremos matérias e artigos relacionadas a movimentação de cargas.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Hidrovia Tietê – Paraná



O mapa mostra a Bacia do rio Paraná, com destaque para orio Tietê, um dos principais afluentes do rio Paraná.
A Hidrovia Tietê - Paraná [1] é uma via de navegação situada entre as regiõessul, sudeste e centro-oeste do Brasil, que permite a navegação e conseqüentemente o transporte de cargas e de passageiros ao longo dos riosParaná e Tietê. Um sistema de eclusas viabiliza a passagem pelos desníveis das muitas represas existentes nos dois rios.
É uma via muito importante para o escoamento da produção agrícola dos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e parte de Rondônia,Tocantins e Minas Gerais. A hidrovia movimentou 2 milhões de toneladas de carga no ano de 2001. Possui 12 terminais portuários, distribuídos em uma área de 76 milhões de hectares. A entrada em operação desta hidrovia impulsionou a implantação de 23 pólos industriais, 17 pólos turísticos e 12 pólos de distribuição. Gerou aproximadamente 4 mil empregos diretos.
Somente a hidrovia do Parana movimentou em 2010, mais de 3,7 milhões de toneladas de cargas.[2]ahrana - DADOS_E_INFORMACOES_2011
A hidrovia Tiete Parana, em 2011, movimentou cerca de 5,8 milhões de toneladas de carga, ficando muito proxima de sua atual capacidade de carga. Foi a segunda hidrovia brasileira em quantidade de carga, ficando atras somente da quantidade transportada na bacia amazonica que foi de cerca de 9,8 milhões de toneladas. [3][2]
Atualmente (2012)a hidrovia esta sendo ampliada e melhorada com benfeitorias que integram o investimento de R$ 1,5 bilhão anunciado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio de convênio com o governo Federal para modernizar e ampliar a navegação na hidrovia Tietê-Paraná no trecho paulista. Deste montante, R$ 900 milhões são provenientes do PAC 2 e R$ 600 milhões do Governo do Estado. O pacote contempla a construção da barragem de Santa Maria da Serra, que ampliará a navegação em 55 km, até o distrito de Ártemis e a extensão de 200 km entre os municípios de Anhembi e Salto, com a construção de cinco barragens. Também estão previstas a implantação de terminais intermodais em Araçatuba e Rubinéia; a substituição das atuais pontes da rodovia SP-191 sobre os Rios Tietê e Piracicaba por pontes estaiadas, com maior vão de navegação; a dragagem e retificação dos canais de Conchas, Anhembi, Botucatu, Igaraçu do Tietê e Nova Avanhandava, além de melhorias na infraestrutura das eclusas de Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos.[4]
Os investimentos na Tietê-Paraná permitirão a atração de cerca de 11,5 milhões de toneladas de cargas para a hidrovia. Em 2011, a hidrovia movimentou 5,8 milhões de toneladas de cargas como milho, soja, cana e areia.
Está previsto para o ano de 2013 o inicio do transporte de etanol no trecho São Simão-Go a Anhembi-SP pela hidrovia. Para isto, o estaleiro Rio Tiete está construindo, na cidade de Araçatuba-SP, 80 barcaças e 20 empurradores fluviais, para a TRANSPETRO, firma que irá operar o sistema. [5] No final da implantação do projeto serão transportados neste trecho cerca de 4 bilhoes de litros por ano, equivalendo 40.000 viagens de caminhão, por ano.[6]
A implantação e a manutenção da hidrovia e todas ações que se referem à sua infra-estrutura, com exceção das do rio Tietê (que estão a cargo do Departamento Hidroviário do estado de São Paulo) estão a cargo da Administração das Hidrovias do Paraná-AHRANA(órgão da sociedade de economia mista federal vinculada ao Ministério dos Transportes, Companhia Docas do Estado de São Paulo - CODESP) [7]

Índice

  [mostrar] 

[editar]Extensão

Eclusa de Barra Bonita em operação.
Segundo o projeto, a hidrovia permite a navegabilidade no rio Piracicaba, desde o encontro com o rio Tietê até 22 km a montante, no rio Tietê, desde a cidade paulista de Conchas até o encontro do Tietê com o Paraná, numa extensão de 554 km, no rio Paranaíba, desde a base da barragem da Usina Hidrelétrica de São Simão até ao encontro com o rio Paraná, numa extensão de 180 km, no rio Grande, desde a base da barragem da Usina Hidrelétrica de Água Vermelha até ao encontro do rio Grande com o rio Paraná, numa extensão de 59 km, no rio Paraná desde o encontro dos rios Grande e Paranaíba, até a barragem da Usina Hidrelétrica de Itaipu, numa extensão de 800 km e no canal Pereira Barreto, que liga a barragem Três Irmãos da Usina Hidrelétrica de Três Irmãos, no rio Tietê, ao rio São José dos Dourados, afluente da margem esquerda do rio Paraná, no Estado de São Paulo, numa extensão de 53 km.

[editar]Traçado da Hidrovia

[editar]Rio Tietê

Fontes:[8] [9]
kmDescriçãoLocal
km 0Início do trecho navegávelMogi das Cruzes (SP)
km xBarragem da Penha / Sem EclusaSão Paulo (SP)
km xTrecho navegável de 41 km
km xBarragem de Edgar de Souza - Sem EclusaSantana de Parnaíba (SP)
km xBarragem em Pirapora do Bom Jesus - Sem EclusaPirapora do Bom Jesus (SP)
km xCorredeiras - Trecho não-navegávelSalto (SP)
km xPassagem por cidadeTietê (SP)
km 120Eclusa de Barra BonitaBarra Bonita (SP)
km 180Eclusa de Bariri
km 252Eclusa de IbitingaIbitinga (SP)
km 357Eclusa de PromissãoPromissão (SP)
km 4062 Eclusas na Barragem de Nova AvanhandavaBuritama (SP)
km 5452 Eclusas na barragem de Três IrmãosPereira Barreto (SP)
km 863Conexão com o Rio Paraná

[editar]Rio Paraná

A Administração da Hidrovia do Paraná, dividiu a extensão navegável do rio Paraná em 4 trechos:
  • O Trecho I da Hidrovia está situado entre a UHE de Itaipu, na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná, e a entrada do Canal de Navegação, sob a Ponte Rodoviária Ayrton Senna, nas proximidades da cidade de Guaíra, Paraná, apresentando profundidades que variam entre 10 metros e 180 metros, com extensão de 170 km. Este trecho fica na região de fronteira entre o Brasil (estado do Paraná) e o Paraguai.[10]
  • O Trecho II, com extensão de 245 km, estende-se desde o Canal de Navegação sob a Ponte Rodoviária Ayrton Senna até a UHE Eng.° Sérgio Motta (Porto Primavera). Este trecho está localizado na divisa dos estados de Paraná e São Paulo com o estado do Mato Grosso do Sul.[10]
  • O Trecho III, com extensão de 270 km e totalmente situado no reservatório da UHE de Eng.° Sérgio Motta, na divisa dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Neste trecho o Paraná passa pelas cidades de Presidente Epitácio e Panorama e recebe as águas do Rio Pardo (trecho III-A), onde possui um trecho navegável de 33 km no Mato Grosso do Sul.[10]

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Metamorfose da mão de obra na Logística


O gerenciamento bem sucedido da mão de obra vai além da instalação de um software

Os custos com mão de obra são quase sempre o item de despesa mais elevado no orçamento de um centro de distribuição. Para controlar e gerenciar esse custo, gerentes visionários geralmente confiam em programas de gerenciamento de mão de obra que promovem e medem métodos eficientes para o desempenho de tarefas.
Para atingir esse objetivo, eles unem várias ferramentas de software, como os sistemas de gerenciamento de mão de obra (LMS, “labor management system”), com estratégias para monitorar, reportar e recompensar o desempenho atual e as expectativas estabelecidas.

Esses programas certamente não são novidade, e suas habilidades em aumentar a produtividade por meio do fornecimento contínuo de feedback sobre o desempenho dos trabalhadores estão bem documentadas. Com um bom programa de gerenciamento de mão de obra, as empresas podem reduzir custos e garantir que a mercadoria esteja sendo processada corretamente,tudo enquanto melhora o processamento de oportunidades.

Os usuários capacitados a unir um programa de treinamento ao software na medida apropriada tipicamente reportam um aumento de 20% na produtividade além de aumentos na qualidade de trabalho e reduções nas jornadas de serviço. Muitas empresas conseguem alcançar a restituição de seu investimento em um prazo de 9 a 16 meses.

Uma grande vantagem dos softwares é a habilidade de testar cenários no computador antes de tentar no chão do armazém de verdade. Conseguem fazer análises tipo “e se” de uma operação e antecipar resultados.

Por exemplo, e se você considerar ir da separação com listas em papel para separação em terminais com radiofrequência (RF), ou de RF para sistemas direcionados por voz? Você pode modelar cada alternativa no seu LMS e prever qual delas resulta em mais melhorias de produtividade antes de comprar um equipamento.

Componentes de um software LMS

Jornada e frequência
• Captura da identificação;
• Gerenciamento das folgas;
• Cálculo da folha de pagamento;
• Relatórios excepcionais;
• Alertas;

Alocação do planejamento de recursos
• Estimativa dos recursos necessários;
• Tempo para completar atividades;
• Balanço de recursos;

Disciplina de incentivos de recompensa
• Cálculo dos incentivos;
• Integrar com os sistemas de folha de pagamento;
• Gerenciamento da observação;
• Cartões de relatório;

Gerenciamento do desempenho
• Medida do desempenho em comparação aos padrões;
• Fornecimento de relatórios em tempo real;
• Rastreamento da qualidade e segurança;
• Rastreamento dos custos baseados por atividade;

Otimização da mão de obra
• Retorno sobre investimento baseado em alocação;
• Simulações;
• Processos de modelagem;
• Estabelecimento de padrões;
• Gerenciamento da qualidade;

Alocação e simulação
• Análise das instalações;
• Melhoria contínua.


Outra solução no gerenciamento de mão de obra é a automação de processos como contratação, jornadas e frequência e escala de trabalhadores. Por meio da automação, você ganha visibilidade em tempo real em dados críticos de mão de obra para contabilidade acurada de custos por cliente, por pedido, ou por tarefa.

Até mesmo mais benefícios são reportados quando o programa incorpora um ganho compartilhado componente de incentivo de pagamento, afinal, bons trabalhadores desejam que seu trabalho seja reconhecido. Quandoprogramas de incentivo são realizados da maneira correta, bons trabalhadores vão querer continuar na empresa.

Se você estiver contemplando um programa para sua empresa, o momento não poderia ser melhor. A interface em tempo real do LMS com um WMS (“warehouse management system”, sistema de gerenciamento de armazéns) mais robusto fornece a esses programas uma nova vantagem. Além disso, softwares melhores, o uso de tecnologia RF mais difundido, e novas capacidades de mapeamento de armazém reduziram bastante o esforço manual envolvido no componente de medida de trabalho do programa, aumentando assim a acurácia.

Cinco coisas para saber

Tirar o máximo de desempenho de sua mão de obra depende de um programa de gerenciamento sólidoe efetivo. Aqui estão cinco pontos cruciais para se ter em mente quando estiver implementando um.

1- definição da estratégia. Por que você está implementando?
Você quer definir padrões para o planejamento orçamentário anual ou implementar uma medida de trabalho ou sistema de incentivo salarial onde você irá recompensar pessoas individualmente?
Esses dois extremos necessitam de diferentes tipos de software, com níveis de sofisticação
diferentes, manutenção contínua e muitos esforços e custos para implementar.
Você precisa primeiro compreender o que você está tentando atingir com ele para que você possa escolher o software correto e a abordagem apropriada.

2- um programa de gerenciamento de mão de obra é mais do que uma simples instalação de software.
É preciso ter um amplo conhecimento de suas operações, medidas acurada de trabalho e uma estrutura efetiva para reportar os resultados promovidos.

De fato, a instalação do software por si pode levar apenas 30 minutos, mas muitas outras etapas devem ser concluídas também. Tarefas críticas de intenso trabalho no CD devem ser definidas e o tempo que leva para que sejam concluídas é arquivado pelos trabalhadores no momento em que as realizam ou através de um banco de dados com padrões de tempo pré-definidos. Determinados os padrões e estando o sistema ligado, os gerentes devem ser instruídos para treinar aqueles que apresentaram desempenho fraco e quebrar barreiras para produtividade.

Um componente de incentivo salarial leva o programa ao nível seguinte por meio de recompensas aos bons desempenhos como parte de um plano de gerenciamento para compartilhar os ganhos obtidos. Políticas de incentivo podem ser ferramentas poderosas, pois colocam os trabalhadores sob controle de seus próprios destinos. O gerenciamento precisa comunicar claramente as expectativas e colocar em prática um sistema consistente no qual os trabalhadores possam confiar plenamente.

3- gerenciar mesmo sem software.
Você poderia começar por um tempo sem software em uma pequena empresa, com 50 trabalhadores ou menos. Porém, você deverá ter que contratar mais gerentes do que o necessário para tentar manter o rastreamento do que está acontecendo. Nos dias atuais, como CDs e centros de atendimento crescem e se tornam mais complexos, você geralmente precisa do software por causa da enormidade de dados você estará coletando e monitorando.

4- espere por desafios culturais.
Nos casos da operação envolver terceiros, pode ser sábio envolvê-los desde o começo, pois eles tendem a auxiliar a padronização quando o desempenho de seus membros está baseado em um tempo razoável para executar a tarefa de uma maneira segura e eficiente.

5- Não instale um programa e declare que está pronto.
Nunca está pronto. Você estará sempre procurando as melhores maneiras de melhorar sua operação.
O programa deve ser flexível o suficiente para alterar rapidamente assim que você modificar seus métodos e procedimentos. Como resultado, é imperativo manter custos de manutenção em mente. Dependendo do número de trabalhadores e do número de instalações, somente um ou uma equipe inteira de engenheiros podem ser necessários.

CASO PRÁTICO:  LMS NO VAREJO



Tendo em mente os benefícios do LMS, vejamos como a David’s Bridal, o maior varejista de “tudo para casamentos” dos EUA, implementou seu programa de gerenciamento de mão de obra. A empresa tem 300 lojas físicas e uma loja virtual.


Porém, Tony Coccerino, vice-presidente de logística e distribuição, diz que esse sucesso não seria possível sem que o varejista mantivesse os olhos bem perto nos custos de mão de obra dentro de seus dois CDs na Pensilvânia oriental - uma instalação de 174.000 m2 em Conshohocken, que utiliza de 35 a 45 trabalhadores associados por hora e uma instalação mais recente, mais automatizada, de 230.000 m2 em Bristol, que utiliza de 75 a 85 trabalhadores associados por hora.

De volta a 2001, somente com o CD de Conshohocken funcionando, Conccerino diz que seu time estava passando por dificuldades com a gestão do crescente pool de associados por hora. “Sentíamos que estávamos introduzindo mais trabalhadores
temporários sem sequer avançar.”

A direção da empresa decidiu implementar padrões de mão de obra. Depois de analisar potenciais fornecedores de LMS, decidiu-se pelo programa da Cook & Associates conhecido por PEP (“Productivity Evaluation Program”).

Em maio de 2001, o time PEP iniciou uma abordagem de diversas etapas com o grupo de gerenciamento da David’s Bridal, introduzindo-os às etapas para gerar, utilizar e analisar relatórios que fornecem feedbacks construtivos aos associados. Ao mesmo tempo, eles começaram um processo ao longo do mês inteiro para identificar e medir
diferentes tarefas por todo o CD, utilizando estudos de tempo e questionários
de tempo que os trabalhadores eram treinados para preencher.

Uma vez medidos e estabelecidos os padrões, a equipe tinha que ter certeza de que o PEP poderia fazer uma interface perfeita com o WMS do varejista e o Sistema de Jornada e Frequência da Kronos. O WMS detalha o trabalho e os dados críticos que são extraídos e utilizados como dados de entrada para o PEP.

O sistema Kronos automaticamente fornece ao PEP com o número exato de horas que o associado foi pago por um turno trabalhado. As equipes então lançaram o sistema e introduziram-no aos trabalhadores associados em Setembro de 2001. Um ano mais tarde o gerenciamento decidiu compartilhar os ganhos de produtividade com a implementação de um programa de incentivo que incluiu todos: desde os associados aos porteiros e dos supervisores aos gerentes.

Já faz 11 anos desde a primeira instalação e, de acordo com Coccerino, os benefícios tem sido significantes. “Apenas através da introdução de padrões sentimos que iríamos conseguir uma melhora da produtividade de 7%. Nós poderíamos aumentar de 10 a 12%,” diz. Depois da introdução do programa de incentivo, a produtividade aumentou mais 12%. Os gerentes dos CD sabem quanto tempo leva para executar um serviço, permitindo que eles planejem confidencialmente quantas pessoas irão precisar para completar um trabalho.

Os associados, a princípio, pensaram que seriam micro gerenciados. “Mas eles participaram efetivamente quando começaram a ver 50 ou 100 dólares extras em seus holerites a cada semana - apenas fazendo seu trabalho”.