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Publicaremos matérias e artigos relacionadas a movimentação de cargas.

domingo, 4 de agosto de 2013

Armazenagem, Organize, controle e reduza custos


Confira dicas para aperfeiçoar as operações de armazenagem de embalagens

Uma movimentação bem feita reduz custos e perdas, já que o recebimento do material num centro de distribuição é um momento chave na cadeia de suprimentos. Neste artigo, vamos tratar de diferentes possibilidades para gerenciar os estoques de embalagens com foco em respostas cada vez mais  eficientes.

Controle as especificações de entrada: assegure que os produtos recebidos se encaixem em seus módulos de estocagem, pois as caixas de papelão precisam ser dimensionadas para serem empilhadas em paletes adequadamente.
As quantidades precisam ser relacionadas com o incremento de sua utilização, assim como a qualidade e a resistência da embalagem precisa ser suficiente para permitir seu empilhamento seguro na altura máxima estabelecida em sua instalação. Marcações na caixa de papelão devem ser claras para permitir identificar o produto e seu local de destino na empresa.

Marque horário para as entregas: ao exigir horário de entregas será necessário controlar as áreas de recebimento. Os horários também asseguram que somente o material necessário passe pela porta.  Como as entregas podem ser combinadas com a programação de uso, a empresa de transporte  acabará por fornecer espaço de estocagem a curto prazo.

Controle a prol iferação de SKUs: uma das formas mais fáceis de reduzir as necessidades de espaço num armazém é reduzir o número de itens diferentes que são estocados, sem a movimentação  desnecessária de SKU (“stock keeping unit”, unidade distinta mantida em estoque) que pode ter uma face para a separação. Mais faces resultam em mais corredores que, dessa forma, ficam com zero de estocagem por metro cúbico. Mesmo as empresas com vendas altamente sazonais que trabalham efetivamente em pequenos armazéns podem utilizar técnicas de estocagem de alta densidade, com pouco espaço de corredor e faces limitadas. As empresas que operam desta forma compreendem que, para cada novo SKU introduzido, um antigo precisa ser eliminado.

Produza o segundo pedido: quando possível, a produção pode ser iniciada logo antes do pedido ser expedido. Isto significa empregar totalmente o conceito de JIT (“just in time”). Muitas empresas não são capazes de fazer isto, mas pode ser possível manter um fluxo de produção dos componentes com a montagem final para um pedido de cliente específico. A meta de uma tendência zero no estoque pode ser atingida quando há uma integração entre a empresa e o cliente sobre a demanda. Além disso, pequenos lotes de produtos acabados com reabastecimento mais freqüente abrem espaço no armazém por meio da redução do estoque mantido para cada SKU.

Adote uma mentalidade de resposta eficiente: o ECR (“efficient consumer response”, resposta eficiente ao consumidor) foi projetado para reduzir o estoque no canal de distribuição por meio do fluxo contínuo dos produtos de uma instalação, ao invés de estocá-los. Os programas de ECR, que lidam diretamente com a redução do estoque, incluem: crossdocking; uso do EDI (“electronic data interchange”, intercâmbio eletrônico de dados) para comunicar a data do pedido; estoque e expedição; a leitura no ponto de venda para criar pedidos de reabastecimento automático com base no consumo real
e parcerias fornecedor-cliente para facilitar o JIT.


Itens de movimentação lenta ou aqueles que são normalmente expedidos
em pequenas quantidades podem entregues diretamente aos clientes

Redistribua o crossdocking de produtos que entram: as operações do varejo que distribuem às suas próprias lojas podem reduzir o estoque a praticamente zero por meio do crossdocking da mercadoria que compra. Em sua forma mais simples, no momento em que você pede a mercadoria, dá ao seu fornecedor as instruções de distribuição. O fornecedor é responsável pela embalagem da mercadoria na quantidade exigida em cada loja, rotulação com o endereço do local de destino e entrega em seu armazém que deve fazer o sortimento do material que entra por loja e carregá-lo nos veículos adequados.

Execute o crossdocking de produtos acabados que saem:  fabricantes distribuidores podem utilizar o crossdocking para reduzir estoque e movimentação. Numa operação de palete completo, os fabricantes podem fazer o sortimento dos paletes diretamente da linha de produção para os locais de destino. Se não há necessidade de nenhuma função de controle de qualidade ou que possa ser feita posteriormente (por exemplo, o produto destinado a instalações controladas pela empresa), os veículos que saem podem ser carregados diretamente. Se há necessidade de controle de qualidade, o produto precisa ficar aguardando para posterior separação. Nas operações onde paletes incompletos deverão ser expedidos aos clientes, o fabricante pode expedir paletes completos a um ponto de distribuição (o centro de distribuição da empresa ou um terceiro) precedido por uma Notificação Prévia de Expedição dizendo ao distribuidor o que irá chegar. O distribuidor pode, então, cruzar tais informações da  notificação com os dados do pedido para determinar paletes mistos a serem formados para a expedição. Mediante recebimento do produto no centro de distribuição, os paletes completos que
entram são divididos em módulos predeterminados de SKUs mistos para expedição.

Reúna os pedidos em lotes: se você não tem poder de comprar para impor as suas necessidades aos fornecedores, pode obter praticamente os mesmos resultados por meio da totalização das necessidades da loja e pedir tal quantidade exata ao fornecedor. Ao receber, o armazém precisa fazer o sortimento da mercadoria para distribuição às lojas individuais.

Execute o crossdocking de recebimentos: esta técnica combina o crossdocking com pequenas entregas frequentes para balancear o estoque baixo. Este método envolve um processo de pedidos mais complicado, mas permite que a operação seja invisível ao gerente da loja. Neste conceito, a central de pedidos é responsável pelas previsões do pedido - baseadas nas informações do ponto de vendas ou no conhecimento do mercado, histórico da movimentação do produto e conhecimento das promoções que ocorrerão – para produtos específicos que ficaram em crossdocking. As entregas devem ser programadas semanalmente e as quantidades podem variar, dependendo das mudanças no mercado e dos planos promocionais.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Hidrovia Tietê – Paraná



O mapa mostra a Bacia do rio Paraná, com destaque para orio Tietê, um dos principais afluentes do rio Paraná.
A Hidrovia Tietê - Paraná [1] é uma via de navegação situada entre as regiõessul, sudeste e centro-oeste do Brasil, que permite a navegação e conseqüentemente o transporte de cargas e de passageiros ao longo dos riosParaná e Tietê. Um sistema de eclusas viabiliza a passagem pelos desníveis das muitas represas existentes nos dois rios.
É uma via muito importante para o escoamento da produção agrícola dos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e parte de Rondônia,Tocantins e Minas Gerais. A hidrovia movimentou 2 milhões de toneladas de carga no ano de 2001. Possui 12 terminais portuários, distribuídos em uma área de 76 milhões de hectares. A entrada em operação desta hidrovia impulsionou a implantação de 23 pólos industriais, 17 pólos turísticos e 12 pólos de distribuição. Gerou aproximadamente 4 mil empregos diretos.
Somente a hidrovia do Parana movimentou em 2010, mais de 3,7 milhões de toneladas de cargas.[2]ahrana - DADOS_E_INFORMACOES_2011
A hidrovia Tiete Parana, em 2011, movimentou cerca de 5,8 milhões de toneladas de carga, ficando muito proxima de sua atual capacidade de carga. Foi a segunda hidrovia brasileira em quantidade de carga, ficando atras somente da quantidade transportada na bacia amazonica que foi de cerca de 9,8 milhões de toneladas. [3][2]
Atualmente (2012)a hidrovia esta sendo ampliada e melhorada com benfeitorias que integram o investimento de R$ 1,5 bilhão anunciado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio de convênio com o governo Federal para modernizar e ampliar a navegação na hidrovia Tietê-Paraná no trecho paulista. Deste montante, R$ 900 milhões são provenientes do PAC 2 e R$ 600 milhões do Governo do Estado. O pacote contempla a construção da barragem de Santa Maria da Serra, que ampliará a navegação em 55 km, até o distrito de Ártemis e a extensão de 200 km entre os municípios de Anhembi e Salto, com a construção de cinco barragens. Também estão previstas a implantação de terminais intermodais em Araçatuba e Rubinéia; a substituição das atuais pontes da rodovia SP-191 sobre os Rios Tietê e Piracicaba por pontes estaiadas, com maior vão de navegação; a dragagem e retificação dos canais de Conchas, Anhembi, Botucatu, Igaraçu do Tietê e Nova Avanhandava, além de melhorias na infraestrutura das eclusas de Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos.[4]
Os investimentos na Tietê-Paraná permitirão a atração de cerca de 11,5 milhões de toneladas de cargas para a hidrovia. Em 2011, a hidrovia movimentou 5,8 milhões de toneladas de cargas como milho, soja, cana e areia.
Está previsto para o ano de 2013 o inicio do transporte de etanol no trecho São Simão-Go a Anhembi-SP pela hidrovia. Para isto, o estaleiro Rio Tiete está construindo, na cidade de Araçatuba-SP, 80 barcaças e 20 empurradores fluviais, para a TRANSPETRO, firma que irá operar o sistema. [5] No final da implantação do projeto serão transportados neste trecho cerca de 4 bilhoes de litros por ano, equivalendo 40.000 viagens de caminhão, por ano.[6]
A implantação e a manutenção da hidrovia e todas ações que se referem à sua infra-estrutura, com exceção das do rio Tietê (que estão a cargo do Departamento Hidroviário do estado de São Paulo) estão a cargo da Administração das Hidrovias do Paraná-AHRANA(órgão da sociedade de economia mista federal vinculada ao Ministério dos Transportes, Companhia Docas do Estado de São Paulo - CODESP) [7]

Índice

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[editar]Extensão

Eclusa de Barra Bonita em operação.
Segundo o projeto, a hidrovia permite a navegabilidade no rio Piracicaba, desde o encontro com o rio Tietê até 22 km a montante, no rio Tietê, desde a cidade paulista de Conchas até o encontro do Tietê com o Paraná, numa extensão de 554 km, no rio Paranaíba, desde a base da barragem da Usina Hidrelétrica de São Simão até ao encontro com o rio Paraná, numa extensão de 180 km, no rio Grande, desde a base da barragem da Usina Hidrelétrica de Água Vermelha até ao encontro do rio Grande com o rio Paraná, numa extensão de 59 km, no rio Paraná desde o encontro dos rios Grande e Paranaíba, até a barragem da Usina Hidrelétrica de Itaipu, numa extensão de 800 km e no canal Pereira Barreto, que liga a barragem Três Irmãos da Usina Hidrelétrica de Três Irmãos, no rio Tietê, ao rio São José dos Dourados, afluente da margem esquerda do rio Paraná, no Estado de São Paulo, numa extensão de 53 km.

[editar]Traçado da Hidrovia

[editar]Rio Tietê

Fontes:[8] [9]
kmDescriçãoLocal
km 0Início do trecho navegávelMogi das Cruzes (SP)
km xBarragem da Penha / Sem EclusaSão Paulo (SP)
km xTrecho navegável de 41 km
km xBarragem de Edgar de Souza - Sem EclusaSantana de Parnaíba (SP)
km xBarragem em Pirapora do Bom Jesus - Sem EclusaPirapora do Bom Jesus (SP)
km xCorredeiras - Trecho não-navegávelSalto (SP)
km xPassagem por cidadeTietê (SP)
km 120Eclusa de Barra BonitaBarra Bonita (SP)
km 180Eclusa de Bariri
km 252Eclusa de IbitingaIbitinga (SP)
km 357Eclusa de PromissãoPromissão (SP)
km 4062 Eclusas na Barragem de Nova AvanhandavaBuritama (SP)
km 5452 Eclusas na barragem de Três IrmãosPereira Barreto (SP)
km 863Conexão com o Rio Paraná

[editar]Rio Paraná

A Administração da Hidrovia do Paraná, dividiu a extensão navegável do rio Paraná em 4 trechos:
  • O Trecho I da Hidrovia está situado entre a UHE de Itaipu, na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná, e a entrada do Canal de Navegação, sob a Ponte Rodoviária Ayrton Senna, nas proximidades da cidade de Guaíra, Paraná, apresentando profundidades que variam entre 10 metros e 180 metros, com extensão de 170 km. Este trecho fica na região de fronteira entre o Brasil (estado do Paraná) e o Paraguai.[10]
  • O Trecho II, com extensão de 245 km, estende-se desde o Canal de Navegação sob a Ponte Rodoviária Ayrton Senna até a UHE Eng.° Sérgio Motta (Porto Primavera). Este trecho está localizado na divisa dos estados de Paraná e São Paulo com o estado do Mato Grosso do Sul.[10]
  • O Trecho III, com extensão de 270 km e totalmente situado no reservatório da UHE de Eng.° Sérgio Motta, na divisa dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Neste trecho o Paraná passa pelas cidades de Presidente Epitácio e Panorama e recebe as águas do Rio Pardo (trecho III-A), onde possui um trecho navegável de 33 km no Mato Grosso do Sul.[10]